Tempo de leitura: 9 min · Atualizado em 11/08/2026
A identificação de uma transação não autorizada ou a perda de valores por meio de golpes financeiros exige uma avaliação jurídica técnica, criteriosa e transparente. O processo de análise de viabilidade de um caso de fraude bancária não se resume a verificar o prejuízo sofrido pelo correntista, mas envolve o exame aprofundado dos mecanismos de segurança do banco, da conduta dos envolvidos e dos precedentes do Judiciário.
No PHC Advogados, a condução de cada consulta pauta-se pelo rigor metodológico e pela clareza. Apresentamos a seguir a metodologia adotada pelo escritório na avaliação preliminar de demandas envolvendo ilícitos no sistema financeiro, demonstrando como examinamos documentos, definimos estratégias e mantemos o compromisso estrito com a ética profissional.
O que examinamos no primeiro contato com o caso
Resposta direta: examinamos a cronologia dos fatos, os canais usados na fraude, o perfil de movimentação da conta e as primeiras medidas adotadas pela vítima.
Essa triagem inicial, feita já no primeiro atendimento, permite identificar indícios de falha na prestação do serviço bancário.
O objetivo do exame preliminar é compreender a dinâmica da abordagem criminosa e verificar o enquadramento do evento nas normas do Código de Defesa do Consumidor e nas resoluções do Banco Central. Analisa-se se o valor transferido ou a frequência das transações divergiam do padrão habitual do cliente, fato que exige a atuação dos mecanismos preventivos do banco.
Também verificamos se o correntista notificou a instituição a tempo de viabilizar procedimentos de contenção, como o bloqueio cautelar e o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED) no caso do Pix, observando o prazo limite regulatório de até 80 dias contados da operação.
Documentos fundamentais solicitados para a avaliação
Resposta direta: Solicita-se a apresentação de comprovantes das transações com o código End-to-End, extrato bancário demonstrativo do período, registros de conversas ou chamadas com os infratores, Boletim de Ocorrência e protocolos de atendimento abertos no SAC ou Ouvidoria da instituição.
A análise técnica depende da qualidade do acervo probatório disponibilizado pelo cliente. Para entender o detalhamento e a forma correta de organização desses elementos, consulte o nosso guia de provas para fraudes bancárias.
Com base nesses documentos, a equipe examina se há inconsistências nas informações prestadas pelo banco, se a conta receptora do valor foi aberta mediante fraude documental e se a notificação da ocorrência foi registrada tempestivamente pelo correntista.
Como avaliamos a viabilidade jurídica da demanda
Resposta direta: A viabilidade jurídica é avaliada mediante o cotejo entre as provas apresentadas e a jurisprudência consolidada dos tribunais superiores. Analisa-se se a ocorrência decorreu de fortuito interno da instituição financeira ou de causa excludente de responsabilidade.
A avaliação fundamenta-se na aplicação da Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a qual estabelece a responsabilidade objetiva das instituições financeiras por fraudes praticadas por terceiros no âmbito de operações bancárias. Examina-se também o Artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que trata da responsabilidade pelo defeito na segurança do serviço.
Outro ponto crucial é a possibilidade de pleitear a inversão do ônus da prova, direito básico previsto no Artigo 6º, inciso VIII do CDC. Se a tese jurídica mostrar-se frágil ou desacompanhada dos indícios mínimos necessários, o cliente é orientado transparentemente sobre os riscos processuais antes de qualquer iniciativa.
Caminhos possíveis: via administrativa, órgãos oficiais e via judicial
Resposta direta: A definição do caminho a seguir depende da urgência do caso, da postura adotada pelo banco e da presença de requisitos para pedidos liminares. É possível atuar na esfera administrativa direta, recorrer a órgãos de mediação ou ajuizar ação judicial.
A escolha da estratégia adequada varia conforme as peculiaridades observadas no momento do atendimento. A tabela abaixo compara as principais vias disponíveis:
| Caminho | Objetivo Principal | Característica da Resposta | Quando É Indicado |
|---|---|---|---|
| Via Administrativa (Banco) | Contestar a operação diretamente no SAC, Ouvidoria ou MED. | Solução interna da instituição financeira sem intermediários. | Imediatamente após a fraude, visando o bloqueio rápido de valores. |
| Órgãos Oficiais (Bacen / Consumidor.gov) | Registrar reclamação regulatória para forçar reapreciação. | Notificação formal supervisionada por órgão regulador ou fiscal. | Quando há recusa genérica no SAC ou descumprimento de normas bancárias. |
| Via Judicial (Ação Reparatória) | Buscar a restituição compulsória e indenizações por danos. | Decisão soberana do Poder Judiciário, com produção de provas. | Quando esgotadas as vias amigáveis ou em casos de elevado prejuízo. |
A atuação do escritório não exige necessariamente o esgotamento da via administrativa para o ingresso em juízo, contudo, a demonstração de que o banco teve a oportunidade de resolver o problema e se recusou fortalece a demonstração de interesse de agir e a conduta de boa-fé do correntista.
Etapas do atendimento e acompanhamento do cliente
Resposta direta: As etapas do atendimento compreendem a triagem inicial, o exame documental, a emissão de parecer sobre a viabilidade, a elaboração da medida escolhida e o acompanhamento contínuo. O cliente é informado periodicamente sobre cada andamento.
- Consulta e Recepção de Documentos: Realizada de forma presencial ou 100% digital, garantindo sigilo e agilidade no envio das informações.
- Análise Técnica e Diagnóstico: A equipe examina o material probatório e verifica os precedentes jurídicos aplicáveis à hipótese.
- Definição da Estratégia com o Cliente: Apresentam-se as opções viáveis, os custos envolvidos e o enquadramento do caso no núcleo de suporte a vítimas de fraudes bancárias do PHC Advogados.
- Execução da Medida Aprovada: Formalização de notificações, peticionamento ou acompanhamento de negociações.
- Informa e Atualização Periódica: O cliente recebe atualizações sobre os atos praticados e o progresso da demanda.
O que o escritório NÃO faz: limites éticos e regulatórios
Resposta direta: O escritório não realiza promessas de resultado, não assegura prazos fixos para decisões judiciais e não garante o êxito ou a recuperação integral de valores. A advocacia é uma atividade de meio, pautada no emprego da melhor técnica disponível.
Em estrito cumprimento ao Código de Ética e Disciplina da OAB e ao Provimento 205/2021, o PHC Advogados abstém-se de utilizar expressões que sugiram garantia de sucesso. O compromisso do profissional restringe-se à aplicação diligente do conhecimento jurídico, à transparência nas orientações e à defesa zelosa dos interesses do constituinte.
Com mais de 14 anos de experiência no Direito Civil e na defesa do consumidor, o sócio-fundador Phelipe Pereira Cardoso conduz os trabalhos do escritório focando no rigor técnico e na clareza de dados. Para saber mais sobre a trajetória do profissional e os princípios da banca, acesse a página sobre o advogado Phelipe Pereira Cardoso.
Transparência e clareza na relação com o cliente
Resposta direta: A relação entre advogado e cliente deve ser pautada pela confiança mútua e pela clareza absoluta quanto aos riscos e custos. Todas as orientações prestadas visam fundamentar decisões conscientes por parte do consumidor.
Ao compreender o método de análise e os critérios aplicados pelo escritório, o correntista dispõe de elementos seguros para avaliar sua situação e decidir pela adoção das providências jurídicas necessárias para a busca da recomposição do seu patrimônio.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quais documentos preciso reunir antes da primeira conversa?
Extratos do período, comprovantes das operações contestadas, protocolos de atendimento, mensagens trocadas com o golpista e a resposta formal do banco, quando já houver.
Quanto tempo leva a análise inicial do caso?
O prazo varia conforme o volume de documentos e a complexidade da operação. Casos com documentação completa e cronologia clara são avaliados com mais rapidez.
A análise significa que o caso será aceito?
Não. A triagem serve para verificar a viabilidade técnica e a existência de indícios de falha na prestação do serviço, sem qualquer promessa de resultado.
O que torna um caso mais consistente?
Cronologia bem documentada, preservação das provas digitais, contestação formalizada dentro dos canais do banco e ausência de entrega voluntária de senhas ou códigos.
Posso pedir análise depois de o banco negar o reembolso?
Sim. A negativa administrativa não encerra a discussão e costuma ser justamente o documento que delimita a controvérsia a ser examinada.
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Sobre o autor

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Phelipe Pereira Cardoso é advogado desde 2009 e fundador do PHC Phelipe Cardoso Advogados. Atua principalmente em Direito Civil, Empresarial e do Consumidor, com experiência em responsabilidade civil, indenizações, contratos, conflitos patrimoniais e demandas envolvendo empresas e instituições financeiras.
Ao longo de sua trajetória, concedeu entrevistas e contribuiu com análises jurídicas para veículos como TV Globo, TV Record e Rádio Itatiaia, abordando temas de interesse público e questões relevantes das relações civis e de consumo. À frente do PHC, coordena a estratégia jurídica do escritório e combina experiência prática, linguagem clara e tecnologia aplicada ao Direito para conduzir casos de forma técnica, personalizada e orientada à solução.
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Fontes oficiais consultadas
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